“E impelido pela minha ávida vontade, imaginando poder contemplar a grande abundância de formas várias e estranhas criadas pela artificiosa natureza, enredado pelos sombrios rochedos cheguei à entrada de uma grande caverna, diante da qual permaneci tão estupefato quanto ignorante dessas coisas. Com as costas curvadas em arco, a mão cansada e firme sobre o joelho, procurei, com a mão direita, fazer sombra aos olhos comprimidos, curvando-me cá e lá, para ver se conseguia discernir alguma coisa lá dentro, o que me era impedido pela grande escuridão ali reinante. Assim permanecendo, subitamente brotaram em mim duas coisas: medo e desejo; medo da ameaçadora e escura caverna, desejo de poder contemplar lá dentro algo que fosse miraculoso"

Leonardo Da Vinci

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Enfim, a conclusão da topografia na Caverna do Trapiá, RN

Texto: Daniel Menin
Fotos: Daniel Menin, Leda Zogbi
Mapa: Leda Zogbi

Neste final de semana passado, estivemos mais uma vez no RN para, junto com a equipe do Cecav-RN, para continuar os trabalhos de exploração e topografia da caverna do Trapiá. A ultima viagem havia sido inesquecível: topografamos mais de 900 m de galerias e acabamos interrompendo os trabalhos apenas pela falta de tempo e cansaço. Tudo isto em amplos condutos sem nenhum sinal de afunilamento ou término da caverna.

Nossas expectativas eram grandes para esta próxima viagem, mas tinhamos um certo receio se a caverna realmente se estenderia por muito mais do que já havíamos conhecido, pois ao plotar a topografia numa imagem de satélite, observamos que o termino da topografia da caverna estava há cerca de 500 m de distância em linha reta do Rio Apodi, somente. Outro indício de que não encontraríamos uma outra saída da caverna era a falta de circulação do ar interno. Por estes motivos, eu já estava me preparando para não encontrar grandes continuações.

Como nas outras viagens, decidimos ir de Fortaleza para Mossoró na Sexta-feira à noite, de jipe. O combinado era pegar a Leda e o Walter no aeroporto às 18h30 e de lá seguir direto para Mossoró. Iniciamos a viagem lá pelas 19h30, e logo após percorrer alguns km de estrada fomos surpreendidos com um desconfortável barulho embaixo do carro. Começamos uma busca a algum mecânico de plantão. Pára em um posto de gasolina, pergunta em outro, entra na cidade mais próxima, faz retorno, vai pra outra cidade, pára em outro posto, discute com palpiteiros, mais um posto de gasolina e acabamos resolvendo retornar à Fortaleza. Durante esse percurso de volta à capital, achamos melhor desconsiderar a viagem de Jipe e alugar um carro para resolver de vez a encrenca. Após todo um “tour” pelo anel viário de Fortaleza, voltamos ao aeroporto e alugamos um econômico Palio 1000, o que acabou sendo muito melhor devido à economia e conforto da viagem. Era esta alternativa ou correr um sério risco de ficarmos na estrada, em um caminho deserto, com estradas em péssimo estado de conservação e relativamente perigosas (trecho Fortaleza-Mossoró).

Chagamos tarde em Mossoró, mas inteiros o suficiente para continuar até Felipe Guerra. Chegamos na pousada lá pelas 2hs da manhã. Outro custo foi conseguir acordar a D. Zila, dona da pousada, que tem um sono pesadíssimo, para descobrirmos onde era os nossos quartos...

Não dormimos muito. Logo de manhã (5hs) uma galera insistia em gritar pela pousada acordando todos os hóspedes que ainda tentavam dormir. Levantamos às 8hs e como das outras vezes, chegamos na caverna lá pelas 10hs da manhã. Rapidamente ancoramos a corda, e nem tão rapidamente seguimos para o ponto final da última topografia. O calor era extremo, a dificuldade de se locomover e a sensação de pouco oxigênio, apesar de serem barreiras já conhecidas, eram sempre bastante incômodas. Segui na frente, junto com o Diego e o Wilson, e pudemos fazer algumas fotografias enquanto aguardávamos o resto da equipe. Logo após a passagem do “Paraíso do Chico”, começa uma série de longos condutos. Avenidas com belas formações, sóis, discos voadores, conduto estelar, observatório...


Também paramos para fotografar o conduto “mudamorfo”, onde a caverna muda seu aspecto físico, ficando com teto muito mais alto e blocos desmoronados no conduto. Apesar de estarmos no inicio da atividade o calor já incomodava e a paciência para as fotos era pequena.

Cerca de 2hs após entrarmos na gruta, estávamos no ponto final da topografia da viagem anterior. Dali em diante, cada metro seria novo no mapa. Todos chegamos bastante cansados e ofegantes, mas após alguns minutos de descanso, fomos nos recuperando.


Resolvemos parar para comer e descansar antes de iniciar qualquer atividade de topografia. Diante do calor extremo e das dificuldades de respiração mesmo após vários minutos de repouso, parte da equipe achou melhor não continuar adiante, mas tomar o caminho de volta. Claramente não se tratava de falta de condicionamento físico, mas sim de uma combinação entre adaptabilidade ao ambiente subterrâneo, alta temperatura e baixa circulação de ar. Cansaço físico misturado a fatores psicológicos, que podem gerar respostas fisiológica inesperadas... Antes de entrarmos, o Walter propôs uma analise interessante para uma próxima investida: medir as respostas fisiológicas dos integrantes da equipe (batimentos cardíacos, temperatura, pressão) para mapear, mesmo que de forma superficial, as respostas do corpo humano diante desta condição extrema de calor. Nesta oportunidade as medidas não se fizeram necessárias para confirmar, na prática, que a situação na caverna é realmente extrema...
Existe potencial de outras cavernas grandes na região, porém, com restrições, devido às características das lentes de calcário, aparentemente rasas e horizontais e em formas de lajedos. O CECAV-RN, apesar de suas limitações de estrutura, vem realizando um ótimo trabalho de prospecção e identificação das cavernas na região, catalogando, mapeando e estabelecendo as áreas de proteção no entorno das grutas.
A parte mais difícil da topografia, nos metros que se seguiam, era a transposição de grandes blocos abatidos e cobertos de lama, que tinhamos que escalar ou passar em fendas estreitas entre blocos. Nada muito técnico, mas qualquer acidente por menor que fosse poderia representar um problema sério.


Uma vez ultrapassadas essas barreiras, a caverna voltou a apresentar a sua morfologia predominante. Grande conduto serpenteando, com caminho de rio seco, teto alto e solo de areia. 
Mais algumas curvas e chegamos novamente a um ponto de subida na lama. Achamos uma escalada mais fácil pela lateral e acessamos um patamar a alguns metros do solo, porém tínhamos que descer do outro lado. Desta vez a descida era mais complicada: apenas uma estreita passagem entre um grande bloco e a parede da caverna, com afiadas pontas dificultando os apoios e rasgando o macacão de quem se atrevesse. E foi assim que deixei boa parte da minha camiseta rasgada na rocha. Antes que os outros passassem pelo mesmo aperto, resolvi dar uma corrida mais à frente para averiguar a continuidade da gruta. O conduto se estreitou um pouco, mas logo depois abriu novamente. A quantidade de blocos no solo indicava um desmoronamento à frente. Mais alguns metros e me deparei com a obstrução completa do conduto por muitos blocos e lama. Entrei em uma passagem mais evidente, rastejando entre os blocos. Aperta mais um pouco e me encontrei em meio a um quebra-corpo bastante estreito e instável. Resolvi retornar. Seria sim possível forçar alguma passagem, porém nas condições de cansaço, sem nenhuma circulação de ar e baixas expectativas de continuidade resolvi não correr mais riscos. Outra evidência do final da caverna era a quantidade de materiais levados pela água e depositados naquele ponto como “efeito peneira”. Era o suposto final da caverna e certamente o fim do nosso mapeamento.
Voltei até a Leda e o Diego, que decidiu não descer pela passagem. A Leda desceu, e mapeamos juntos este ultimo trecho da caverna.
A volta também foi cansativa. A cada parada bebíamos muita água e derramávamos no rosto o excesso não consumido (um indescritível alívio!). Como das outras vezes, tínhamos deixado algumas garrafas cheias d’água ao longo do caminho, o que nos ajudou bastante na volta.


A Caverna do Trapiá, com este mapeamento atinge seus 2.325m ultrapassando em desenvolvimento outras importantes cavernas do Nordeste (Furna Feia, Ubajara). 


Apesar dos amplos condutos e belas formações, desaconselhamos fortemente a visitação turística na gruta devido por diversos fatores, como o acesso perigoso (abismo de 18 m com abelhas), a elevada temperatura interna (cerca de 34 graus, muita umidade e sem nenhuma circulação de ar) e algumas passagens de rastejamento (teto-baixo, sifão, passagens entre blocos).

Por outro lado, a Trapiá é sem dúvida um importante registro espeleológico, não somente para o Rio Grande do Norte, mas para toda a região Nordeste.


Agradecemos especialmente ao Jocy, Diego, Wilson, Iatagan e Darcy, funcionários do CECAV que, além de terem oferecido esta parceria, nos convidando para mapear a gruta com eles, sempre nos deram todo o suporte, demonstrando alto nível de profissionalismo, parceria e amizade.
Valeu galera e até as próximas!


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O "Lado B" da espeleologia...

Texto: Daniel Menin
Fotos: Augusto Auler, Daniel Menin, Leda Zogbi
Mapas: Leda Zogbi

Alta concentração de Guano (fezes de morcego), superpopulação de insetos (baratas, aranhas, amblipígeos entre outros bixos das profundezas), poluição (lixo e esgoto), ossos, animais em decomposição, fungos e gases fedorentos ou tudo isso junto disputando espaço em uma área confinada...  Estes lugares existem, estão embaixo da terra e, se você é um espeleólogo fuçador, com certeza vai se deparar com uma caverna desse tipo mais cedo ou mais tarde.
Algumas cavernas apresentam áreas simplesmente inimagináveis para pessoas comuns. Transpor estas áreas, explorá-las e estudá-las acaba se transformando em uma tarefa extremamente árdua. Isto pois condutos estreitos, abatimento de blocos, escalada ou qualquer outro obstáculo que exiga nosso contato com a superfície ou permanência contínua em seu interior torna-se bem mais difícil que de costume.



Geralmente estas cavernas acabam ficando marginalizadas, muitas vezes faltam mapas e registros e esta desconsideração acaba facilitando à supressão definitiva ou degradação completa das grutas.
Mas nem tudo nestas cavernas é tão infernal como pareçe. Em alguns casos, a riquesa biológica pode gerar ótimos trabalhos científicos, um verdadeiro prato cheio para os biólogos. Em outros, podemos ter relevantes descobertas naturais sobre comportamento animal ou de nossos antepassados. É possível encontrarmos cemiterios de animais ou de pessoas de outras épocas alocados dentro de cavernas. Existem casos ainda onde temos a oportunidade de recuperar grutas em fase de degradação por lixo ou poluição. Por estes e tantos outros motivos, documentar esse tipo de caverna, levantando sua existência e alarmando os interessados pelo tema torna-se extremamente importante.
O objetivo deste texto é, não somente descrever algumas das grutas mais “nojentas” em que estivemos, mas principalmente levantar este ponto, alarmando, difundindo e principalmente colocando em pauta de discussão esse “lado B” da espeleologia. Em alguns casos, trata-se de denuncias sobre cavernas em plena fase de destruição. Em outros, apenas por carater de divulgação.


Toca do Inferno – Maranhão (Fatores orgânicos)


http://www.youtube.com/watch?v=Gwk_4616f1g




Localizada no interior do Maranhão, a Toca do inferno possui um amplo salão na entrada e alguns condutos mais estreitos até se fechar completamente sem possibilidades de continuação. Não se trata de calcário, mas sim uma gruta em quartzito. No seu interior, centenas de milhares de baratas cobrem o chão, disputando espaço sobre uma camada de fezes de morcegos, repleta de materia orgânica. Quando chegamos à caverna, logo fomos surpreendidos por um cavalo em seu interior. Uma enorme população de morcegos habita o interior da gruta o que também proporciona belos espetáculos de revoada. A caverna é um prato cheio para biólogos e está longe de intervenções humana. Para acessá-la deve-se buscar um guia local e caminhar por algumas horas um uma área bastante selvagem. Vale muito a visita e mais ainda a pesquisa. Na imagem abaixo o nosso guia, um mateiro local que havíamos conhecido minutos antes em um bar, faz pose de foto para mostrar sua coragem frente às baratas e "perigos da gruta".




Furna do Pau-Ferro, Paripiranga, BA (Fatores orgânicos)
Eis um verdadeiro inferno subterrâneo. Imagine um chão repleto de ossos recentes de animais de todos os tamanhos. Imagine fezes de morcego por todos os lados, imagine enormes populações de insetos. Acrescente a isso uma elevadíssima temperatura e um forte odor de materia orgânica em decomposição. Essa é a Furna Pau-Ferro que se encontra no município de Paripiranga no estado da Bahia, em pleo sertão escaldante. Vale muito a visita pela riqueza da experiência, mas prepare seu estômago. Por algum motivo, dezenas de ossadas acumulam-se dentro da caverna. Provavelmente por animais que entram e não conseguem mais sair, por algum ritual de cemitério, ou mesmo por terem sido levados por predadores. Sua entrada é pequena, o espaço confinado e a temperatura nem merece comentários. Mais uma pérola a ser preservada e estudada por biólogos.






Poço sopro de Ubajara, Ceará. (Fatores orgânicos)
Estávamos em busca de um buraco, descrito de passagem em um livro antigo de historias da região. Segundo o relato, em certa época fazendeiros estavam cavando um poço para encontrar água quando encontraram um vão-livre subterrâneo. Desistiram do poço, mas deixaram o buraco aberto, de onde soprava um vento que viria da gruta de Ubajara, gruta grande em calcário a mais de 30km de distância. Procuramos pela fazenda e encontramos um senhor, agricultor local, que conhecia esse poço e nos levou até o local. Sim, o poço não muito fundo dava acesso a pequena sala de teto-baixo. Na verdade uma canga no próprio filito, sem nenhum calcareo exposto. De uma das laterais da salinha saía um conduto, de teto mais baixo ainda que parecia acessar outra sala, de onde vinha um barulho ensurdecedor de morcegos.  Teríamos explorado melhor alguma suposta continuação se esta não fosse completamente entupida de baratas e um odor simplemente insuportável. Não havia espaço para mais de uma pessoa na sala então nos alternávamos um a um.  Estávamos em 5 pessoas e todos desceram para testar a resistência e se certificar que deixaríamos para o futuro qualquer tentativa de exploração. Para descer usamos uma escadinha de aço e é claro que na vez da Leda, retiramos a escadinha a deixando por alguns segundos pagando penitência junto às baratas e morcegos e implorando pela escada.




Absimo Toca dos Porcos, Itaoca, Petar, SP (Poluição)
Descrevemos os trabalhos de mapeamento deste abismo neste mesmo Blog (Abismo TDP). Este é um típico caso onde moradores locais, por desconhecimento, poluem a caverna nas suas próprias atividades de dia-a-dia. Um pequeno córrego passa próximo à casa e entra para a caverna. Neste corrego são dispensados diversos materiais inutilizados da casa. Agrava-se a isso a criação de porcos bem próximo à entrada da gruta além do acumulo de lixo. Toda chuva carrega o lixo e a sugeira dos porcos para dentro da caverna. A gruta é gande e belíssima, mas o cheiro e a água poluída causam bastante desconforto em algumas partes da caverna. Durante os trabalhos de mapeamento  retiramos vários sacos de lixo da caverna e orientamos os moradores locais, mas um trabalho mais profundo de conscientização faz-se necessário e em carater de urgência.

Caverna A, Paripiranga, Bahia (Poluição)
Uma fenda em calcário que até apresentaria possibilidades de continuação se não estivesse completamente obstruída por lixo. Um verdadeiro depósito da população e (segundo moradores) da própria prefeitura. Tentamos entrar e explorar a caverna, mas foi impossível transpor os obstáculos. Na ocasião, fizemos uma denúncia aos órgaos competentes, mas não obtivemos mais respostas. Faz-se hoje necessário um acompanhamento de como evoluiu nossa denúncia assim como um trabalho de remoção do lixo e conscientização da população.



Caverna B, Paripiranga, Bahia (Poluição)
Uma estreita entrada nos leva até um pequeno lago subterrâneo. Mais um inferno, com animais mortos, muito lixo e uma água completamente poluída. Vários moradores acompanharam nosso trabalho confirmando que, com frequencia, jogam ali “tudo o que não presta mais”. Tentamos conscientizar a população da importância das águas subterrâneas para a saúde de todos. Que o lixo jogado alí poluiria também os poços de onde a população retira a água para beber. Paripiranga trata-se de uma região cárstica com muitas dolinas e pequenas entradas misturadas à ocupação humana em áreas semi-urbanas. É de extrema importância um trabalho imediato para proteger e preservar essas cavernas a curto, médio e longo prazo.


Toca da Raínha, Felipe Guerra, RN (Falta de oxigênio)

Com uma pequena entrada a Toca da Raínha seria uma caverna bastante parecida com as outras cavidades localizadas nos lagedos da região, não fosse seu calor insuportável e falta de oxigênio. Por estes 2 motivos é que seu trabalho de mapeamento e exploração continuam pendentes. Da última vez em que estivemos na caverna, o plano era averiguar a possível continuação em um abismo no fundo da mesma. Fui até a beira da descida, fiz uma segurança extra e desescalei parte da descida, mas tive que voltar pois não conseguia mais respirar. Estavamos em 3 pessoas (eu, Renata e Jocy) e todos resolveram abortar a missão e sair da caverna o mais rápido possível. Parecia estarmos disputando oxigênio com respirações cada vez mais ofegantes e difíceis.



Toca da Boa Vista (destaque biológico)

A Toca da Boa Vista, apenas pelo seu tamanho e morfologia já dispensa qualquer argumento de importância. Sua temperatura interior, no início muito quente, torna-se perfeitamente tolerável com o costume. O que me chamou a atenção foi que durante os trabalhos em um setor específico da caverna nos deparamos com condutos repletos de escorpiões. Estávamos a centenas de metros das entradas conhecidas, nosso objetivo era averiguar continuações e mapeas áreas em aberto no mapa em uma região ao norte da gruta. Ao chegarmos nessas áreas, descemos um desmoronamento e já entre os blocos encontramos muitos escorpiões amarelos. Na medida em que descíamos a quantidade de escorpiões aumentava. No fundo do desmoronamento acessava-se condutos de teto-baixo ainda mais cheios de escorpiões. Diante da instabilidade do local e da quantidade de escorpiões, resolvemos desistir do mapeamento, voltando sem terminar a empreitada.


Caverna do Urubu, Vale do Apodi, Felipe Guerra, RN (aspecto orgânico)

Um largo conduto nos leva até uma grande sala onde está abrigada uma gigantesca população de morcegos. Vale a visita e a experiência de sentir revoada dos milhares de morcegos passando entre as pessoas. No interior do salão, todo um bioma está organizado utilizando os morcegos como fonte de alimentação. Cuidado com os carrapatos de morcego!



Caverna Paraíso, Pará (aspecto biológico)

A Caverna Paraíso desde sua entrada já demonstra todo seu potencial biológico. Muitos insetos cavernícolas e em grandes populações habitam seu interior. Algumas áreas, em especial um setor após um quebra-corpo no extremo norte são repletos de morcegos e concentração de guano, além de abrigar enormes amblipígeos.


As cavernas acima foram listadas e descritas sem muito esforço de lembrança. Com certeza foram as experiências deste tipo que mais me marcaram nas jornadas dos últimos anos. Com um pouco mais de esforço e pesquisa certamente podemos levantar muitos outros exemplos. Um levantamento mais detalhado seguido de pesquisas científicas mais profundas poderia ser útil a toda comunidade espeleologica.