“E impelido pela minha ávida vontade, imaginando poder contemplar a grande abundância de formas várias e estranhas criadas pela artificiosa natureza, enredado pelos sombrios rochedos cheguei à entrada de uma grande caverna, diante da qual permaneci tão estupefato quanto ignorante dessas coisas. Com as costas curvadas em arco, a mão cansada e firme sobre o joelho, procurei, com a mão direita, fazer sombra aos olhos comprimidos, curvando-me cá e lá, para ver se conseguia discernir alguma coisa lá dentro, o que me era impedido pela grande escuridão ali reinante. Assim permanecendo, subitamente brotaram em mim duas coisas: medo e desejo; medo da ameaçadora e escura caverna, desejo de poder contemplar lá dentro algo que fosse miraculoso"

Leonardo Da Vinci

terça-feira, 26 de abril de 2016

Palestra sobre cavernas na escola Eddystone Perth, Australia


Estive no dia 05 de abril de 2016 na Eddystone Primary School em Perth, Western Australia, para um bate papo sobre cavernas com os alunos do curso intensivo de inglês.

O convite surgiu no ano anterior quando conversava com a professora do meu filho sobre cavernas. Disse que poderia ir um dia na escola para falar mas o tempo passou e não conseguimos marcar uma data. Finalmente, na última semana do meu filho nesta turma, arrumei uma folga no trabalho e passei algumas horas da manhã com os alunos.

Já havia apresentado o tema para crianças há uns 15 anos atrás e a minha última apresentação tinha sido a defesa do mestrado, então eu não estava muito calibrado. Pensei em fazer num esquema de bate papo, nada daquele esquema "formação de cavernas", "espeleotemas", "biologia" etc. Resolvi apresentar as cavernas como um ambiente que precisa ser conhecido e preservado, mas sem muito blá blá blá. Apelando para a curiosidade infantil e sem alongar demais o assunto.

Comecei perguntando se alguém já havia estado em uma caverna. O que achara. O que sentira. E quem não esteve, como imaginava que era uma caverna. Num esquema de conversa e construção do conhecimento. Fui mostrando fotos legais de cavernas e contando alguns casos e curiosidades enquanto a conversa fluia.

Ao final, com ajuda da professora, conversamos sobre natureza, a importância de preservar o ambiente e de estudá-lo. Também sobre ciência, descobrimos vários alunos que querem ser cientistas. Que muitos gostam de desmontar coisas e ver como funcionam. Concluímos que eles já têm o mais importante, a curiosidade. O resto é instrumento e estudo. Fui uma experiência muito interessante.

Agradeço à Mrs Newton e à Eddystone Primary School pela oportunidade e ao Enrico, meu filho, pelas fotos e apoio.









Um comentário:

Vitor Caetano Alves disse...

Muito bacana! Esse é o caminho! Educação com criançada. Afinal amanhã elas estarão explorando os nossos limites.