“E impelido pela minha ávida vontade, imaginando poder contemplar a grande abundância de formas várias e estranhas criadas pela artificiosa natureza, enredado pelos sombrios rochedos cheguei à entrada de uma grande caverna, diante da qual permaneci tão estupefato quanto ignorante dessas coisas. Com as costas curvadas em arco, a mão cansada e firme sobre o joelho, procurei, com a mão direita, fazer sombra aos olhos comprimidos, curvando-me cá e lá, para ver se conseguia discernir alguma coisa lá dentro, o que me era impedido pela grande escuridão ali reinante. Assim permanecendo, subitamente brotaram em mim duas coisas: medo e desejo; medo da ameaçadora e escura caverna, desejo de poder contemplar lá dentro algo que fosse miraculoso"

Leonardo Da Vinci

terça-feira, 25 de março de 2008

15-16 de setembro de 2007 Grutas do Agenor e Santana

por Daniel Menin

Fizemos mais uma saída para o PETAR nesse fim de semana. Os objetivos eram fechar pendências na Gruta do Agenor, uma delas verificar a continuidade de um abismo no fundo do salão desmoronado (“Baixão”) e dependendo do cansaço, topografar o abismo São Jorge na Santana, aproveitando o domingo.

Sábado – Gruta do Agenor

Equipe: Daniel (croquis), Renata (trena), Marcos (leitura), Lalas (ponta) e Camila (anotação).
Duas pendências curtas foram fechadas. A topografia do “conduto do cotovelo” e um fechamento no “setor do jantar”. Descemos também o abismo no fundo do “baixão”, mas esse estava obstruído. Na volta passamos no lago dos bichos para averiguar uma possível passagem devido ao nível baixo da água. O Marcos mergulhou, mas também não foi possível passar o sifão.
Ainda restam algumas pendências, mas ao que tudo indica a caverna está no fim da sua exploração e topografia.

Domingo – Gruta Santana

Equipe: Daniel (croquis), Marcos (leitura), Renata (ponta) e Lalas (anotação).
Aproveitando o dia no domingo e o pessoal com equipamento vertical, resolvemos voltar à Gruta Santana e continuar a topografia de onde paramos no fim de semana passado. A partir de ancoragem natural, descemos topografando o abismo São Jorge (cerca de 20 metros de desnível), e parte da galeria intermediária. Seguimos topografando pela possível “galeria do futuro” e voltamos descendo pelo rio e ligando nossa topografia à base deixada pela equipe do Bedu em uma saída anterior. Esta topografia gerou uma enorme poligonal (a Leda passará as infos mais precisas sobre os resultados da topo). Está em aberto para topografia uma parte da galeria intermediária, que pode ser alcançada através de uma escalada a partir do rio (base BB20). No total Topografamos cerca de 200m entre o abismo de São Jorge, a galeria do futuro, parte do setor intermediário e 2 descidas para o Rio.

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